quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A Intervenção do Homem nos Subsistemas Terrestres

INTRODUÇÃO

Este trabalho foi realizado na disciplina de Biologia/Geologia e tem como tema “A intervenção do Homem nos subsistemas terrestres”. O trabalho, como foi referido pela professora, não pretende ser uma abordagem exaustiva do tema, mas sim uma síntese exemplificativa da intervenção do Homem no meio envolvente, com as consequentes alterações desse mesmo meio.
Ao longo do trabalho procuro compreender as causas que estão na origem de muitas transformações e desastres ecológicos em que o Homem tem sido o grande causador, com graves consequências a nível ambiental, económico e social. Pretendo identificar os problemas que o Homem tem causado ao planeta, em cada um dos subsistemas em particular, e referir soluções ou possíveis soluções para esses problemas identificados. Ao longo da exploração dos subtemas tentarei exemplificar com alguns problemas que se observam em Portugal.
No que se refere à sequência de apresentação, optei por abordar cada subtema em particular, apontando logo em seguida algumas soluções para os problemas identificados. Começarei por falar da poluição da água doce e dos oceanos, seguindo-se o solo, a exploração mineira e os riscos geológicos. Continuo abordando a exploração dos combustíveis fósseis, a atmosfera, a reciclagem e por fim as energias, as energias renováveis, a energia hidrica e a energia nuclear.




A ÁGUA DOCE

O crescimento populacional, a procura permanente de melhores condições de vida, têm sido responsáveis pelos desequilíbrios que o Homem tem produzido nos subsistemas terrestres. A água, o solo, os combustíveis fósseis, os recursos minerais e os recursos biológicos são recursos naturais explorados pelo homem de forma intensiva.
A água doce disponível no estado liquido representa apenas meio por cento da totalidade da hidrosfera, e só uma parte é que se pode utilizar como água de consumo, ou água potável. A sua origem pode ser superficial, de albufeiras ou subterrânea, de aquíferos.
A água utilizada pelo Homem, em geral, tem origem em águas subterrâneas que resultam da infiltração das águas da chuva. As águas subterrâneas funcionam como reserva, não sendo reposta quando o Homem as extrai para seu consumo. A sua reposição tem origem na natureza, através das chuvas e da sua infiltração através dos solos.
Se o consumo dessa água, pela utilização de poços ou furos, exceder a capacidade de reposição da água, surgirão problemas, já que ocorrerá falta de água potável para as nossas actividades habituais.
A contaminação dos recursos hídricos tem origem nos efluentes domésticos, industriais e agrícolas não tratados. As águas superficiais estão seriamente ameaçadas pela poluição, como resultado do despejo de efluentes de origem doméstica e industrial (Figura 1).
Nos países desenvolvidos, para assegurar a qualidade da água fornecia ás populações, o recurso a estações de tratamento de água (ETA), permite a descontaminação da água, eliminando-se os microrganismos e substâncias químicas, antes da distribuição na rede pública.
Após a sua utilização, a água também deve ser sujeita a tratamento, antes de regressar à natureza. As águas residuais e os esgotos domésticos e industriais são tratados nas estações de tratamento de águas residuais (ETAR-figura 2), onde se retiram aos efluentes as substâncias que podem prejudicar a qualidade da água do meio onde é efectuada a descarga.
As águas subterrâneas, que fornecem dois terços da água para consumo, ressentem-se da presença, por infiltração, de teores elevados de metais pesados e de fosfatos e nitratos usados na agricultura, bem como de pesticidas.
A água é um elemento condicionador de guerras e disputas entre os povos, pois a sua posse é uma garantia para a vida e para a economia. A criação da Carta Europeia da Água e de outros mecanismos reguladores e de utilização da água foram algumas das medidas de remediação já efectuadas para controlar o consumo e a qualidade da água.

Figura 1 - Rio poluido Figura 2- ETAR







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OS OCEANOS

As águas dos oceanos também estão sujeitas à poluição, resultado dos acidentes com os petroleiros, que derramam crude no mar, ou da lavagem ilegal dos tanques, que dá origem ás marés negras (figura 3). O impacto ambiental das marés negras é enorme, não só sobre a hidrosfera como para a biosfera. As zonas afectadas pelas marés negras sofrem uma grande perda em termos de vida selvagem, em que mesmo depois de limpo a sua recuperação é lenta.
A poluição dos oceanos também tem origem nos rios já poluídos pelos efluentes domésticos e industriais não tratados, as descargas ilegais de fábricas, que vão desaguar aos oceanos, contaminando-os.


Figura 3-Maré negra






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O SOLO

O solo é o resultado da interacção entre a geosfera, a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera. O equilíbrio indispensável à sua formação é perturbado por diversas razões a que o Homem está muito ligado. Uma das razões é a erosão, embora tenha causas naturais, pela chuva e vento, é quase sempre acelerada pela acção do homem, devido à destruição e desflorestação da floresta, à extracção de madeira, como por motivos de incêndios, em que o solo fica desprotegido e exposto aos agentes de erosão.
A contaminação dos solos, tal como das águas subterrâneas deve-se à utilização excessiva de produtos agro-quimicos na agricultura. A necessidade de aumentar a produtividade, tem levado à aplicação de fertilizantes e pesticidas que estão a contaminar os solos cultivados de forma irremediável, em que a longo prazo a produção agrícola corre o risco de ficar comprometida. Os pesticidas usados têm efeitos poderosos, e o seu uso é cada vez maior e os efeitos dos pesticidas vêm-se revelando cada vez mais nocivos, qualquer que seja o tipo usado, provocam profundas perturbações nos ecossistemas em que é introduzido. A sua toxicidade acaba por se estender a todas as espécies animais e vegetais e mesmo ao Homem. Mesmo que se pretenda destruir apenas um número limitado de espécies, acabam por afectar, de diversas maneiras, todos os seres vivos.
Uma alternativa a este tipo de agricultura é a agricultura biológica (figura 4) e a protecção integrada que recorrem a fertilizantes orgânicos, à alternância de culturas e à utilização de vários organismos para o controlo de pragas, evitando assim o uso de fertilizantes químicos e de pesticidas.
Outras causas de contaminação dos solos são os efluentes industriais não tratados, principalmente da indústria pecuária ou a extracção exagerada de água subterrânea, em regiões do litoral que leva à salinização dos solos.
Com este conjunto de agressões efectuadas ao solo, torna-se maior a sua degradação, com as camadas produtivas a perderem nutrientes e a consequente desertificação, porque a capacidade de regeneração dos solos é limitada.


Figura 4- Agricultura Biológica





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A EXPLORAÇÃO MINEIRA

A exploração mineira é uma actividade que explora os recursos minerais do solo ou subsolo, bem como o seu tratamento e transformação. Existem quatro tipos de exploração que podem ser a subterrânea, a céu aberto, a partir de perfurações ou a hidráulica.
A exploração é subterrânea quando as escavações realizadas não estão em contacto com o ar livre, encontrando-se rodeados pelo subsolo. A exploração a céu aberto é quando as escavações estão em contacto com o ar livre, no caso das pedreiras ou das minas a céu aberto. A exploração por perfuração acontece quando o jazigo, sendo subterrâneo, é explorado, sem se abandonar a superfície, a partir de sondagens, no caso de algumas explorações de minerais uraniferos, sal gema, petróleo, etc. a exploração hidráulica tanto pode ser subterrânea como a céu aberto, que consiste em utilizar a força hidráulica, essencialmente água, nas frentes de trabalho para o desmonte do minério.
A indústria mineira é caracterizada pelo esgotamento progressivo do seu objectivo, que significa que a riqueza mineral, salvo raras excepções, não se regenera, sendo esgotável. A exploração mineira tem consequências negativas para o ambiente, no caso das minas a céu aberto (Figura 5), que provocam a destruição de habitats, derrube de árvores, alterações das condições hidrogeológicas e da qualidade da água, a deposição de escombreiras contaminadas com metais pesados, o ruído das explosões e o impacto visual. No caso de explorações por perfuração, por vezes acontece o derrame do mineral para a natureza. Na exploração hidráulica, principalmente ao ar livre acontece a destruição de habitats, contaminação dos solos e lençóis freáticos, em que tudo é lavado para retirar o mineral que se explora.
A protecção ambiental é cada vez mais essencial em qualquer projecto de exploração, em que é necessário preservar o meio que nos rodeia para as gerações seguintes. Uma boa aplicação dos métodos de exploração é importante, sendo considerado um bom método todo aquele que é seguro, tenha um bom rendimento económico, aproveite bem o jazigo e proteja o ambiente circundante.












Figura 5- Pedreira em Estremoz




OS RISCOS GEOLÓGICOS
Devido ao aumento demográfico e ao êxodo rural, a pressão do Homem sobre a natureza tem vindo a aumentar progressivamente ao longo dos anos. São vivendas construídas em cima de dunas, estradas marginais aos rios e à beira-mar, casas construídas em cima de linhas de água ou em cima de falésias, cidades localizadas na base dos vulcões e de falhas activas, os diques que são construídos para retirar área ao mar são alguns casos de ocupação de áreas de risco, de aumento de perigo para as populações. Estas situações põem em causa a sobrevivência de quem ocupa essas áreas, pois nunca se sabe quando é que a natureza reage mais violentamente a tais situações.
Os riscos geológicos de origem interna estão associados às áreas limites das placas tectónicas, onde os riscos são maiores e o impacto prende-se com a densidade populacional da região. Os grandes sismos causam milhares de mortos e muitos danos, assim como os tsunamis, consequência dos maremotos. Em Lisboa, em 1755, houve um enorme sismo seguido de um maremoto, que causou milhares de vítimas. Os vulcões também representam um perigo, que nalguns casos mais graves que o risco sísmico em que há a projecção de fragmentos, correntes de lama, emanação de gases tóxicos e efeitos sísmicos. Este tipo de catástrofes não pode ser evitado, mas é possível prevê-las de modo cada vez mais exacto e tomar medidas preventivas de modo a salvar vidas e limitar os custos económicos. O risco mais grave de sismo acontece na região de Lisboa onde existe uma falha activa, os Açores são ilhas de origem vulcânica, ainda activos, em que a ultima erupção aconteceu em 1957, nos Capelinhos.
Nos riscos geológicos de origem externa incluem-se as inundações, que se verificam quando o nível da água no leito dos rios e ribeiras se eleva, a ponto de cobrir zonas normalmente emersas. Quando estas zonas, frequentemente ocupadas por campos de cultivo, são usadas, de forma imprudente, para a construção de habitações, representam um perigo acrescido para as populações. Outras causas das cheias são os resíduos depositados nos canais, rios e ribeiras, como frigoríficos, mobiliário, a sua falta de limpeza e a impermeabilização que impede que a água das chuvas se infiltre e o leito dos rios não seja permeável. Em Portugal a região onde acontecem mais inundações é no vale do Tejo, distrito de Santarém, com enormes danos pessoais e materiais.
Os deslizamentos de terra acontecem porque se retira todo o coberto vegetal ao solo. A sua manutenção e limpeza evitaria muitos incêndios e os deslizamentos de terra nas épocas das chuvas
A erosão costeira verifica-se ao longo de toda a costa portuguesa, com alguns casos mais graves que outros, como por exemplo, na Costa da Caparica, onde o mar está a invadir as habitações ou noutros casos a desgastar a falésia em que as habitações que estão no cimo correm o risco de derrocada (figura 6). Há casos em que a ocupação selvagem da costa por construções acelera a erosão, acabando essas construções por serem destruídas pela natureza.











Figura 6- Azenhas do Mar



OS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

O carvão, o petróleo e o gás natural são considerados combustíveis fósseis, porque a sua formação teve origem há milhões de anos, em consequência de restos orgânicos. A utilização destes recursos energéticos deu origem à revolução industrial, no séc. XIX, com o aparecimento da máquina a vapor, alimentada a carvão. O carvão foi o recurso energético não renovável mais utilizado até se substituído pelo petróleo. Actualmente é utilizado essencialmente nas centrais termoeléctricas, para produção de electricidade. A extracção do carvão origina graves problemas não só ambientais como humanos, problemas esses que são os acidentes, as doenças pulmonares, as escombreiras, os transportes, e a poluição ambiental provocada pela sua combustão. Devido aos problemas da sua extracção, esgotamento do recurso e poluição, algumas minas foram encerradas. Em Portugal ainda é usado em certas centrais termoeléctricas, tendo sido outras convertidas para gás natural, menos poluente e mais económico.
Com o início do séc. XX, o petróleo e o gás natural passaram a ser usados como combustíveis fundamentais, sendo o petróleo o motor da economia mundial. O consumo desenfreado dos últimos anos levou a que as reservas mundiais de petróleo tivessem sido muito depauperadas, pelo que a sua exploração já atinge santuários naturais, como o Alasca ou o Mar do Norte. Os acidentes com petroleiros são cada vez mais frequentes, que originam marés negras. A combustão, tal como o carvão lança gases e partículas poluentes para a atmosfera, a que estão associados às chuvas ácidas, o efeito estufa, à poluição existente nas cidades que dão origem a doenças e problemas pulmonares.









In:http://fotos.sapo.pt/ambiente_on/pic/0000hf76






Figura 7- Plataforma Petrolifera


A ATMOSFERA

A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra, constituída por azoto (78%), oxigénio (21%), e outros gases (1%), sendo o dióxido de carbono (0,035%), distribuídos de forma diferente, consoante a altitude a que se encontram. Está dividida em quatro camadas, com base na temperatura e que são a troposfera, a camada em contacto com o solo, e onde ocorrem os mais importantes fenómenos meteorológicos. Contém cerca de três quartos da massa total da atmosfera e quase todo o vapor de água. A espessura da troposfera não se mantém constante, varia com a latitude e a estação do ano, sendo a média 12 KM.
Por cima da troposfera encontra-se a estratosfera, atingindo a altitude de cerca 50 KM. É na estratosfera que se encontra a camada de ozono, que protege a terra da radiação ultravioleta do Sol. A mesosfera fica situada acima da troposfera e vai até aos 80 KM acima da superfície da Terra. Contém uma pequena porção de ozono e vapores de sódio que desempenham um papel importante nos fenómenos luminosos da atmosfera. A termosfera é a camada que recobre a mesosfera e não tem definido o limite superior. É constituída por uma diminuta fracção da massa atmosférica. É na termosfera, devido aos fenómenos de ionização, que ocorrem as auroras boreais.
A constituição da atmosfera não é constante, mas no último século, devido às acções do Homem, e à poluição, a sua composição tem sofrido alterações significativas. Os principais gases poluentes que originam essas alterações são o monóxido de carbono e o dióxido de carbono. Algumas dessas alterações são a diminuição da camada de ozono e o efeito estufa, que têm consequências drásticas para o planeta. Os gases poluentes são substâncias que têm efeitos nefastos, podem matar os seres vivos quando a taxa de concentração desses gases atinge níveis elevados. Esses efeitos dependem da concentração e do tempo de exposição. Os factores que determinam o nível de poluição são a quantidade de poluentes no ar, o espaço em que estão dispersos e os mecanismos que removem os poluentes do ar.
Fogos, vulcões, tempestades de areia lançam fumos e outros poluentes naturais na atmosfera, as plantas e as arvores emitem compostos orgânicos voláteis, mas a biosfera possui mecanismos que renovam, assimilam e reciclam os poluentes naturais. Quando os poluentes se dispersam na atmosfera, ocorre a sua limpeza. Com a descoberta do fogo, o Homem começou a juntar a estes outros poluentes naturais, mas não causou efeitos prejudiciais. Com a revolução industrial a poluição do ar passou a ser significativa, esta poluição tornou-se conhecida como nevoeiro industrial, mistura de nevoeiro e fumo. As substâncias estranhas que provocam a poluição atmosférica concentram-se em suspensão na atmosfera, onde por vezes se encontram em quantidades anormais. A poluição tem origem nos procedimentos industriais e nas combustões, tanto domésticas como industriais, principalmente da combustão dos combustíveis fósseis, em que o tráfego automóvel provoca nas cidades elevada poluição atmosférica. A importância de cada uma das fontes de poluição está relacionada com a concentração e a toxicidade dos agentes de poluentes e das condições meteorológicas locais. As condições climáticas influem de maneira determinante na repartição da poluição atmosférica. O vento pode dispersar a poluição emitida numa região e transportá-la para uma zona distante. As inversões térmicas também são importantes para a poluição nas cidades, em que por vezes o ar quente das camadas superiores impede que o ar mais frio, próximo do solo, se eleve e disperse os poluentes.












In
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Figura 8- Central Térmica



A RECICLAGEM

Para uma eficiente gestão dos recursos dos recursos naturais, o Homem deve evitar a acumulação de resíduos, dessa forma foi desenvolvida a politica dos três R. a politica dos três R consiste em reduzir, reciclar e reutilizar materiais ou matéria de modo a travar o aumento dos impactos ambientais.
Reduzir consiste na redução ou diminuição do consumo e produção de resíduos, utilizando produtos com maior durabilidade. Reciclar consiste em transformar um resíduo num novo material, com uma nova utilização e reutilizar consiste em darmos duas utilizações diferentes a um mesmo material. Existe ainda um quarto R que é recuperar material fora de uso ou avariado, quando concertado é recuperado, em vez de abandonado. Quase todos os materiais podem ser reciclados, e para isso existem os pontos de recolha selectiva, os ecopontos. Os electrodomésticos, os automóveis, pneus também são reciclados, em locais específicos onde fazem o desmantelamento. A reciclagem traz imensas vantagens, já que os materiais ou produtos não perdem qualidade, consome-se muito menos energia para fazer igual ao novo e evita-se assim o consumo de matéria-prima, poupando o ambiente e poluindo menos.
As estações de águas residuais (ETAR), as estações de tratamento de resíduos sólidos urbanos, os aterros sanitários e a incineração são processos de tratamento de resíduos a adoptar, por troca das vulgares lixeiras, dos rios poluídos e do mau cheiro.







Figura 9- Simbolos de reciclagem

Figura 10- ciclo da reciclagem


ENERGIAS RENOVÁVEIS

A utilização de energias renováveis tem como objectivo principal evitar o consumo de combustíveis fósseis, que provocam a poluição atmosférica e dependência energética, já que Portugal tem que importar todo o petróleo. A União Europeia estabeleceu metas para o consumo de electricidade, em 2010, ser 39% de origem renovável. A diversificação das fontes energéticas é um factor importante para não se ficar dependente apenas de uma ou duas fontes principais, no caso da energia hídrica quando há secas, ou no caso das centrais térmicas, quando o preço do petróleo fica muito alto, fazem com que o preço da electricidade suba.
A procura das energias alternativas tem como função a redução do impacto ambiental e a utilização de energias renováveis, são elas a energia solar, a energia eólica, a energia geotérmica, a energia da biomassa e a energia do mar. A energia solar é limpa e tem bom rendimento nos países com muitas horas de sol. Portugal tem a maior central fotovoltaica do mundo, construída no Alentejo. Quanto à energia eólica, apresenta um pequeno impacto ambiental, ruído e perigo para as aves, mas todos os anos aumentam o número de parques eólicos e é a segunda maior fonte de energia renovável (Figura 11).
A energia geotérmica provem do vapor de água que é extraído, sob pressão, do interior da terra, em regiões com fortes anomalias térmicas, como acontece nos Açores, em que existem duas centrais geotérmicas (Figura 12). A energia da biomassa é produzida a partir da queima de resíduos florestais, que aquecem uma caldeira a vapor, a partir de dejectos animais ou aterros sanitários onde é aproveitado o gás resultante da decomposição dos restos orgânicos. A energia produzida a partir do mar é aquela que tem menos produção, a sua tecnologia ainda está pouco desenvolvida, mas Portugal está a desenvolver algumas tecnologias pioneiras que podem ter bons resultados na produção de energia eléctrica. O governo Português criou incentivos para ajudar na instalação de energias renováveis nas habitações, a micro-geração, e o excesso produzido pode ser introduzido na rede eléctrica nacional.






Figura 11- Turbinas Eólicas Figura 12- Central Geotérmica

In:http://www.energiasrenovaveis.com/img/img_er/per0018p.jpg
In:http://www.energiasrenovaveis.com/img/img_er/per0028p.jpg



ENEGIA HIDRICA

A energia hídrica é considerada uma fonte de energia renovável, mas a sua exploração provoca sempre um impacto ambiental, em que a flora e a fauna são afectados. A construção de barragens destrói habitats e origina cortes na corrente de um rio, que vai afectar a migração de certas espécies de peixes.
O seu rendimento depende da quantidade de água disponível na albufeira ou curso de água e a pluviosidade é um factor importante, em que se não houver precipitação suficiente não há produção de energia, como em anos de seca.

Figura 13- Barragem do Alqueva




Figura 14- Albufeira do Alqueva



ENERGIA NUCLEAR


A energia nuclear é barata, potente e limpa, se forem tomadas todas as precauções, do que os combustíveis fósseis. Os problemas que a energia nuclear acarreta são principalmente devidos à sua radioactividade, que mantém durante milhares de anos, e obriga a que os resíduos sejam armazenados em locais específicos. O risco de acidentes leva a que as populações não queiram as centrais perto. Os acidentes nestas centrais provoca graves danos para o meio ambiente e para os humanos, que perduram por muitos anos, como foi o desastre de chernobyl.









In:http://fotos.sapo.pt/ambiente_on/pic/0000bt0h


Figura 15- Central Nuclear

Resumo

O Homem tem vindo, desde há milhares de anos a intervir no meio que o rodeia, mas até à poucos séculos essa intervenção não era significativa. Com o desenvolvimento industrial, o Homem entrou noutra época, em que a busca de matéria prima, e o desenvolvimento das sociedades está primeiro, o que leva a que tudo não tenha importância. O planeta ressente-se com tudo isso, e todos os subsistemas terrestres são afectados por essa intervenção. Desde as àguas dos rios e oceanos poluidos, que afectam todos os ecosistemas que deles dependem, aos solos que são poluidos pela agricultura e exploração mineira, até à atmosfera, de que todos os seres vivos dependem para sobreviver, mas que o Homem tem poluido e alterado a sua composição a ponto da temperatura na terra estar a aumentar de ano para ano. Já se tomou consciência que o planeta já não pode sofrer os danos que sofreu até aqui, já começa a haver leis para se reduzir as emissões de CO2, a utilizar energias renováveis, a reciclar-se os materiais usados e a cuidar do ambiente, dos ecosistemas, são eles que mantêm o planeta vivo.


Bibliografia

-FERREIRA, Jorge; FERREIRA, Manuela, (2007), Planeta com vida. Santilhana
-SILVA, Luísa Ucha; MAIA, Maria José; GABRIEL, Palmira; FALCÃO, Teresa, (2004), Geografia 10. Porto Editora
-CARVALHO, La Salete; VARELA, António; (2007), Biologia e Geologia-Guia de Estudo. Porto Editora.
-LOBATO, Cláudia; (2007), Geografia 10. Areal Editores.



Multimédia

-Diciopédia 2005 (dvd-rom). Porto: Porto Editora, 2004

Internet:

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-http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=9539&iLingua=1


-http://ambiente_pt.blogs.sapo.pt/2006/10/


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http://www.diadaarvore.org.br/meioambiente/meioambiente.php?vtxt=txtreciclagem

http://www.abae.pt/jra/concurso04/JRA_2004/n066_2004/n66_2004_a/n66_2004_a.htm

Fotografias:

Figura 5, Figura 6, Figura 13, Figura 14- Arquivo Próprio

1 comentário:

Dayvid disse...

mujito bom, eu tbm tive q fazer um trabalho e copiei o vosso, meu professor de Bio/Geo jah tinha o visto na net e me deu um ZERO