sábado, 29 de novembro de 2008

Reprodução Sexuada - MEIOSE E FECUNDAÇÃO

Introdução:
A reprodução sexuada é o processo de reprodução mais frequente nos seres vivos: é quase exclusivo nos animais superiores e também o mais usual nas plantas superiores. Na reprodução sexuada, os novos indivíduos são originados a partir de um ovo, célula que resultada da fusão do gâmeta masculino com gâmeta feminino.
A reprodução sexuada está dependente da fecundação, isto é, da união dos gâmetas.
A reprodução sexuada é caracterizada pela intervenção de células reprodutoras sexuadas gâmetas - que por fecundação dão origem a um ovo, primeira célula do futuro ser vivo. A principal característica da reprodução sexuada é o processo de fecundação, no qual dois gâmetas haplóides se unem, originando uma entidade que, desenvolvendo-se, origina um novo indivíduo diplóide. Outra característica importante do processo sexuado é a meiose, que origina os gâmetas. A meiose é necessária para a produção de gâmetas haplóides, os quais, contribuem com os seus cromossomas para os descendentes sem aumentar o número de cromossomas característicos da espécie. As células diplóides contêm os dois cromossomas de cada par.
A diferença entre gâmetas e células somáticas reside no número de cromossomas. Os gâmetas são haplóides e as células somáticas são diplóides.

Figura 1 - Fecundação

in: http://www.cartoonstock.com/directory/s/sexual_reproduction.asp


Objectivos:
- Dar a conhecer o conceito de reprodução sexuada.
- Contextualizar os termos Meiose e Fecundação
- Conhecer as diferentes fases da Meiose.
- Distinguir as várias fases da Meiose
- Reconhecer semelhanças e diferenças entre a Meiose e a Mitose.
- Conhecer a regulação da Meiose.


Desenvolvimento:
A meiose é o processo de divisão nuclear através do qual uma célula diplóide origina quatro células haplóides, isto é, que têm metade do número de cromossomas do núcleo inicial. Na fecundação ocorre a união aleatória de uma grande variedade de gâmetas, geneticamente diferentes. A variabilidade genética é consequência de fenómenos que ocorrem na fecundação e na meiose.
A reprodução sexuada consiste na união dos gâmetas, formando-se uma única célula, o ovo ou zigoto. Este fenómeno, desiginado por fecundação, é um dos acontecimentos fulcrais da reprodução sexuada. A fusão dos núcleos dos dois gâmetas na fecundação (cariogamia) implica a associação dos cromossomas que provêm de cada um dos progenitores. O núcleo do ovo apresenta, portanto, um número de cromossomas igual à soma do número de cromossomas de cada gâmeta.
A fecundação contribui significativamente para a grande variabilidade genética dos indivíduos de cada espécie.
Como é possível que, apesar da duplicação cromossómica, o número de cromossomas de cada espécie permaneça constante ao longo das sucessivas gerações?
A constância do número de cromossomas numa dada espécie implica que, em certo momento, haja redução no número de cromossomas que permite compensar a duplicação ocorrida na fecundação. Sendo assim, no ciclo de vida dos organismos que se reproduzem sexuadamente terá de ocorrer um fenómeno especial da divisão nuclear - a meiose - mediante o qual se reduzirá a metade o número específico de cromossomas que caracteriza a espécie.
A meiose é um processo de divisão celular que está associado à reprodução sexuada.
É um processo que permite a formação de células haplóides a partir de células dipolóides.
A meiose é um processo nuclear que envolve duas divisões sucessivas - divisão I e divisão II -, durante as quais, a partir de um núcleo diplóide, se obtêm 4 núcleos haplóides. A anteceder a meiose, na interfase, ocorre, tal como antes da mitose, a replicação do DNA, pelo que no início da meiose existem 2n cromossomas, cada um dos quais é já formado por dois cromatídeos ligados pelo centrómero.
Na divisão I, que é precedida pela interfase, um núcleo diplóide origina dois núcleos haplóides, cujos cromossomas são formados por dois cromatídeos - divisão reducional. Na divisão II, ocorre a separação dos cromatídeos, obtendo-se, assim, quatro núcleos haplóides cujos cromossomas são constituídos por um cromatídeo - divisão equacional.
Na meiose, a informação genética das células-filhas é diferente entre si e da célula-mãe, devido à ocorrência de crossing-over (que ocorre na profase I) e à separação aleatória dos homólogos.
Durante a meiose podem ocorrer mutações cromossómicas (anomalias que afectam o número ou a estrutura dos cromossomas).


Figura 2 - crossing-over
in:
http://commons.wikimedia.org/wiki/Image:Cross-over.jpg

video

Video 1 - Crossing-over

in: www.youtube.com

Estas mutações podem ocorrer em diferentes etapas da meiose:
- se não houver separação dos homólogos durante a divisão I;
- se não ocorrer a separação dos dois cromatídeos de cada cromossoma durante a divisão II;
- durante o crossing-over.
A meiose é, em linhas gerais, o conjunto de duas divisões nucleares:
- divisão I (reducional);
- divisão II (divisão equacional)
Cada uma das divisões consta de quatro etapas: profase, metafase, anafase e telofase. As etapas da meiose são semelhantes às etapas da mitose, pelo que têm a mesma designação. A figura seguinte representa os vários estádios da meiose, cujos principais acontecimentos se descrevem a seguir.

A interfase é a fase que precede a meiose e que se caracteriza pela replicação do DNA. No final desta fase, cada cromossoma é constituido por dois cromatídeos, ligados pelo centrómero. O centrossoma também duplica.

A divisão reducional ou meiose I, reduz para metade o número de cromossomas em cada célula. Nesta fase, separam-se os cromossomas homólogos, que ficam repartidos pelas duas células filhas. Os cromossomas homólogos são herdados de cada um dos progenitores; possuem um tamanho e uma morfologia semelhantes e têm genes que codificam o mesmo tipo de características.
A meiose I inclui as seguintes etapas:

Profase I - É a etapa mais longa e complexa. Os cromossomas condensam e os cromossomas homólogos emparelham, num processo que se designa sinapse. Durante a sinapse, os cromossomas homólogos ficam unidos ao longo de todo o seu comprimento e alinham, precisamente, gene por gene, formando um conjunto constituído por quatro cromatídeos, ao qual se chama tétrada cromatídica ou bivalente cromossómico. Cromatídeos pertencentes a cromossomas homólogos cruzam-se e trocam segmentos equivalentes, num processo desginado crossing-over. Os locais onde ocorreram as trocas ficam visíveis ao microscópio como zonas em forma de X; chamamos a estes locais quiasmas. Nas células animais, os centrossomas deslocam-se para pólos opostos da célula, formando-se o fuso acromático entre eles. O nucléolo e o invólucro nuclear desorganizam-se.

Metafase I - Os bivalentes dispõem-se na placa equatorial. A orientação dos cromossomas de cada bivalente é aleatória. São os pontos de quiasma que se localizam no plano equatorial.

Anafase I - Ocorre a segregação independente dos cromossomas homólogos. Os dois cromossomas homólogos de cada bivalente separam-se e migram aleatoriamente para pólos opostos da célula.

Telofase I - Em cada pólo da célula, constitui-se um conjunto haplóide de cromossomas, com dois cromatídeos cada um. Os cromossomas descondensam; o invólucro nuclear e os nucléolos reorganizam-se. Em alguns casos, segue-se a citocinese e formam-se duas células haplóides.
Pode existir ou não uma interfase entre a divisão reducional e a divisão equacional; em qualquer dos casos, não se verifica a replicação do material genético.

Na divisão equacional ou meiose II, separam-se os dois cromatídeos de cada cromossoma.
A meiose II inclui as seguintes etapas:

Profase II - Os cromossomas, constituídos por dois cromatídeos, condensam. Forma-se o fuso acromático; o invólucro nuclear e os nucléolos desorganizam-se.

Metafase II - Os cromossomas dispõem-se na placa equatorial. São os centrómeros que se localizam no plano equatorial.

Anafase II - Os dois cromatídeos de cada cromossoma separam-se pelo centrómero e migram para pólos opostos da célula.

Telofase II - Os cromossomas, agora formados por um único cromatídeo, descondensam. O invólucro nuclear reorganiza-se e formam-se dois núcleos, cada um com um conjunto haplóide de cromossomas.
Pelo processo meiótico, uma célula diplóide dá origem a quatro células haplóides.

video

Video 2 - Os vários estádios da Meiose
in: www.youtube.com



Figura 3 - As várias etapas da meiose

in: http://formacao.es-loule.edu.pt/biogeo/biogeo11/bio/unid06/biogeo11_bio_unid06.htm

O quadro e a imagem seguinte resumem as principais semelhanças e diferenças entre a mitose e a meiose.


Quadro 1 - Diferenças entre meiose e mitose
in: http://formacao.es-loule.edu.pt/biogeo/biogeo11/bio/unid06/biogeo11_bio_unid06.htm


Figura 4 - Mitose vs Meiose
in:
http://formacao.es-loule.edu.pt/biogeo/biogeo11/bio/unid06/biogeo11_bio_unid06.htm

video

Video 3 - Meiose vs Mitose

in: www.youtube.com

A regulação da meiose é assegurada por inúmeras proteínas que interagem para garantir que a progressão do fenómeno ocorra dentro da normalidade. Estes complexos proteícos garantem a regulação de momentos-chave vitais para a meiose tais como: a finalização da fase G1 e o início da fase S; a entrada da célula em divisão nuclear (meiose); o estado dos cromossomas na profase I e os acontecimentos da metafase II. A regulação da meiose é ainda assegurada por factores extracelulares que são também responsáveis pelo decorrer das diferentes etapas. Apesar dos inúmeros pontos de controlo podem por vezes subsistir erros que vão originar, no final, gâmetas com deficiências quanto ao número ou à morfologia dos cromossomas. As células formadas, haplóides, deverão ter um número de cromossomas correspondente a metade daquele que existia numa célula somática. Na anafase I, a segregação tem de ocorrer entre os pares homólogos, para que cada nova célula receba um representante de cada par. Se este fenómeno não decorrer dentro da normalidade, é possível que, no final, os gâmetas tenham um número de cromossomas diferente ao esperado. Um fenómeno parecido pode resultar de erros na anafase II.Também através do crossing-over, descrito na profase I, poderão ocorrer alterações que levem à perda, à troca ou à repetição de porções de DNA (um a vários genes).Estas mutações cromossómicas, podem alterar o número de cromossomas (como no primeiro caso) ou a sua morfologia (quando existe alteração na sequência de genes). No entanto, em ambas as situações se formam gâmetas que, se vierem a ser utilizados numa fecundação, originam uma célula, o ovo, com uma carga genética diferente do normal, o que, provavelmente, resulta no desenvolvimento de um organismo deficiente.


Conclusão:
A reprodução sexuada mistura parte dos genomas de dois indivíduos e produz uma descendência que, geralmente, difere geneticamente entre si e difere de ambos os progenitores. A mistura de genomas é conseguida pela fusão de duas células, os gâmetas. A fusão dos gâmetas designa-se fecundação. Da fecundação resulta o ovo ou zigoto.
Os gâmetas são células haplóides, isto é, possuem metade do número de cromossomas característico da espécie. O número haplóide de cromossomas de um organismo ou de uma espécie refere-se, abreviadamente, como n.
A fecundação restabelece o número de cromossomas da espécie e, ao misturar os cromossomas dos dois gâmetas, mistura a informação genética dos dois progenitores. O zigoto é uma célula diplóide, 2n, assim como todas as células que dele resultem por mitose.
A meiose é um tipo especial de divisão celular que reduz para metade o número de cromossomas das células. É através da meiose que uma célula diplóide origina células haplóides. Os gâmetas, na espécie humana e em muitas outras espécies, formam-se através deste processo. A meiose é assegurada por inúmeras proteínas que interagem para garantir que a progressão do fenómeno ocorra dentro da normalidade.
Os organismos que se reproduzem sexuadamente possuem ciclos de vida, em que alternam os processos de fecundação e de meiose e, consequentemente, verifica-se uma alternância de gerações de células diplóides e haplóides.


Bibliografia:
- Livros:
- CARRAJOLA, C.; CASTRO, M.J.; HILÁRIO, T. - Planeta com Vida 11º ano, Biologia (volume 1). 1ª Edição, Edições Santillana Constância, Carnaxide, 2007.
- RIBEIRO, E.; SILVA, J.C.; OLIVEIRA, O. - Desafios 11ºano, Biologia (volume 1). 1ª Edição, Edições ASA, Porto, 2007.
- Internet:
- http://formacao.es-loule.edu.pt/biogeo/biogeo11/bio/unid06/biogeo11_bio_unid06.htm
- www.youtube.com

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Reprodução Sexuada e Variabilidade

Reprodução Sexuada e Variabilidade
Introdução:

Faz parte das concepções fundamentais da biologia, desde o século XIX, a ideia de que todas as células provem de outras preexistentes, assim os seres vivos que se reproduzem sexuadamente necessitam de promover a união de duas células especializadas para concretizar a sua perpetuação em novos indivíduos.
Na reprodução sexuada ocorre a união de duas células sexuais para a formação de um ovo ou zigoto. Estas duas células especialmente diferenciadas, os gâmetas, unem-se numa única nova célula, o ovo ou zigoto, através de um processo designado por fecundação.
A reprodução sexuada envolve a ocorrência alternada, de fecundação e meiose, um tipo de divisão nuclear que ocorre apenas em células diplóides especializadas, em alturas particulares da vida de um organismo, e que difere da mitose, pois assegura a redução do número de cromossomas para metade. Esta divisão nuclear acontece quando um determinado tipo de célula diplóide (2n), com a quantidade de cromossomas característica das células somáticas da espécie, necessita de células sexuais – gâmetas – com um número de cromossomas reduzido a metade – célula haplóide (n). Durante a fecundação a junção dos dois gâmetas vai permitir que a quantidade de DNA volte ao valor da célula diplóide. No entanto a grande importância da meiose deve-se ao facto das consequências genéticas deste fenómeno serem vitais para a existência de tão grande variabilidade entre os seres vivos. 

Fig. 1 - Mitose e meiose.
in: CARRAJOLA, C. et al (2007 a)
 Objectivos:

-Reconhecer vantagens e desvantagens entre mitose e meiose.
-Comparar os processos de mitose e meiose.
-Comparar estratégias de reprodução sexuada.
-Identificar reprodução interna e externa.

Desenvolvimento:

Este tipo de divisão nuclear faz parte de um ciclo celular especial em que ocorrem várias etapas até à formação das células filhas: a interfase pré-meiótica, a meiose e a citocinese. Devido ao facto de, na meiose, ocorrerem duas divisões consecutivas com uma única duplicação do DNA, o resultado final é a formação de células haplóides capazes de participar no processo de fecundação, originando um ovo com o numero de cromossomas característico das células somáticas da espécie. Assim, unindo-se os gâmetas (n) masculino e feminino, é reposta, na nova célula diplóide (2), a quantidade de DNA.
Na profase I, o crossing-over é um mecanismo responsável pela recombinação genética, pois permite a reorganização do material presente nos cromossomas provenientes dos progenitores, que dá origem à recombinação intracromossómica.
 Posteriormente, na metáfase I, a orientação dos bivalentes na placa equatorial, que ocorre de forma aleatória, volta a aumentar as hipóteses de novas combinações, uma vez que esta posição determina os cromossomas que vão ascender a cada pólo na Anáfase (recombinação intracromossómica). Também na anáfase II, com a segregação dos cromatídeos-irmãos e a repartição ao acaso dos vários cromatídeos pelos pólos, separação ao acaso dos cromatídeos, se multiplicam as hipóteses de diversidade.
Os fenómenos de crossing-over, de segregação dos homólogos e de separação dos cromatídeos podem originar alterações na estrutura ou no número de cromossomas, se ocorrerem alguns erros, e levar ao aparecimento de mutações cromossómicas.

Fig. 2 - Diferenças entre mitose e meiose.
in
: CARRAJOLA, C. et al 
(2007 a)
Variabilidade

         A reprodução sexuada permite uma grande variabilidade genética nos organismos. É esta variedade que possibilita, em condições adversas, a sobrevivência dos indivíduos da espécie que melhor se adaptam às variações ocorridas. Os processos que contribuem para esta variabilidade são a meiose e a fecundação, que permitem a recombinação dos genes provenientes dos progenitores, dando misturas imprevisíveis de caracteres na descendência.

Estratégias da reprodução sexuada

A reprodução sexuada revelou-se mais eficaz para as espécies que a adoptam, dado que assegura maior diversidade, e consequentemente maior capacidade de sobrevivência a variações do meio. A reprodução sexuada implica a produção de células sexuais, a promoção do seu encontro e a sua fusão, a fecundação, e isso exige um maior dispêndio de energia.
Nos animais as únicas células sexuais são os gâmetas; os masculinos (espermatozóides) e os femininos (óvulos), que resultam de processos de meiose, que ocorre em estruturas especializadas, as gónadas. Os testículos são as gónadas masculinas onde se produzem os espermatozóides e os ovários são as gónadas femininas onde se produzem os óvulos. Em muitas espécies um único indivíduo produz os dois tipos de gâmetas, denomina-se hermafrodita. Nos casos em que a produção de gâmetas é simultânea e pode ocorrer autofecundação, denomina-se hermafroditismo suficiente. A fecundação ocorre entre gâmetas provenientes do mesmo indivíduo, não assegura um grande acréscimo de diversidade, mas é a única solução que algumas espécies encontram para se reproduzirem. Noutros casos, apesar da dupla produção de gâmetas, a autofecundação não é possível, por vezes, por uma incompatibilidade anatómica de contacto entre os gâmetas, necessitando estes animais de recorrer à dupla fecundação, cada animal age simultaneamente como macho e fêmea. Denomina-se hermafroditismo insuficiente, a descendência possui assim cromossomas de ambos os progenitores.
Nas plantas além dos gâmetas, encontram-se também outras células sexuais, os esporos, que resultam de meiose e são produzidos em estruturas designadas por esporângios. Os gâmetas nas plantas resultam de mitoses. É possível distinguir gâmetas femininos, oosferas, que são formados nos arquegónios e gâmetas masculinos, anterozóides, que são formados nos anterídios. Os órgãos da planta onde se formam os gâmetas designam-se por gametângios.

Fecundação

         Para que exista fecundação, é necessário sincronismo na produção de gâmetas por parte dos dois progenitores, o que pode resultar de estímulos ambientais, em animais ou plantas, ou estímulos sociais, exclusivamente em animais. A fusão das células sexuais, a fecundação, também tem de estar em harmonia com o próprio ser vivo habitat.
A fecundação externa ocorre quando o encontro dos gâmetas se verifica no meio ambiente, e restringe-se apenas ao meio aquático, e como tal às espécies que aí se reproduzem (algas e animais aquáticos). Esta fecundação exige uma produção maciça de gâmetas, a probabilidade de se encontrarem é muito baixa.
No meio terrestre é necessário uma fecundação interna, devido à mobilidade dos gâmetas ou a hidratação do ovo ou zigoto estariam comprometidas. A vantagem deste processo é a poupança energética na produção de gâmetas. Algumas espécies restringem a produção de gâmetas femininos a um único por ciclo sexual.
A fecundação interna exige que se crie uma forma de depositar um tipo de gâmetas no interior do organismo do sexo oposto. A maioria dos animais desenvolveu um órgão copulador nos machos, o pénis, e as plantas mais evoluídas desenvolveram o crescimento de um tubo polínico que assegura o depósito dos anterozóides perto da oosfera.

Conclusão

         A reprodução sexuada envolve dois fenómenos que ocorrem alternadamente, a meiose e a fecundação. A profase I é uma fase longa durante a qual ocorrem fenómenos de extrema importância para garantir a variabilidade genética, o crossing-over. A segregação dos homólogos na anafase I e a separação dos cromatídeos-irmãos na anafase II são outros fenómenos que contribuem para gerar diversidade de características.
A meiose assegura a variabilidade genética, o que é vantajoso para as espécies por aumentar a sua capacidade de subsistência em condições adversas.

Bibliografia

-Carrajola, C; Castro, M, J; Hilário, T.- Planeta com vida, biologia. Santilhana, Carnaxide, 2007
-Santos, A; Santos, M; Santos, M - Biologia e Geologia, 11ª O Essencial, Asa Edições, Porto, 2007.



Trabalhos Individuais - Módulo IV

1. Crescimento e Renovação celular
- DNA e Síntese Proteíca;
- Mitose;
- Crescimento e Renovação Celular dos Tecidos versus Diferenciação Celular.

(Ana M's e Andreia)

2. Reprodução Assexuada
- Estratégias Reprodutoras;
- Reprodução assexuada natural e artificial.

(Pedro D e Daniela)

3. Reprodução Sexuada
- Meiose e Fecundação;
- Regulação da meiose.

(Miguel)

4. Reprodução Sexuada
- Reprodução sexuada e variabilidade;
- Diferenças entre meiose e mitose.

(Hugo e José Jesus)

5. Ciclos de Vida
- Unidade e diversidade;
- Meiose pré-gamética - Ciclo Diplonte;
- Meiose pós-zigótica - Ciclo Haplonte;
- Meiose pré-espórica - Ciclo Haplodiplonte.

(João M. e Bruno)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ciclos de Vida

Introdução:
Ciclo de vida é o conjunto de transformações que um ser vivo sofre desde que é um ovo ou zigoto até que ele próprio se reproduza, dando origem a outro ovo por reprodução sexuada. Todos os ciclos de vida compreendem dois Fenómenos complementares, a meiose e a fecundação.
Existem três tipos de ciclos para os organismos que se reproduzem sexuadamente, Ciclo diplonte, haplonte e haplodiplonte. Como a meiose nestes ciclos ocorre em momentos diferentes faz com que estas tenham denominações diferentes. Para o ciclo diplonte a meiose diz-se pré-gamética, para o ciclo Haplonte a meiose diz-se pós-zigotica e para o ciclo haplodiplonte diz-se meiose pré-espórica.

Objectivos
Explicar os diferentes tipos de ciclos de vida
Explicar como ocorre a meiose nos diferentes ciclos de vida

Desenvolvimento
Ciclo de vida é o conjunto de transformações que um ser vivo sofre desde que é um ovo ou zigoto até que ele próprio se reproduza, dando origem a outro ovo por reprodução sexuada. Ovo ou zigoto, são as células que contêm substâncias nutritivas, que é a resultante da união dos núcleos de dois gâmetas por fecundação , o óvulo e os espermatozóides. Para ocorrer a fecundação, é preciso a fusao dos gametas femeninos e masculinos ou seja os óvulos e os esparmotozoides, estes por si gerados pela reprodução sexuada.
As especies sexuadas são mais variáveis, logo um mínimo de tipos genéticos de uma mesma população podem adaptar-se às diferentes condições flutuantes provendo uma chance maior para a continuação da população. Em geral, as espécies sexuadas são melhor adaptadas a ambientes novos e sob influência de mudanças abruptas.
A reprodução sexuada está relacionada com a meiose e a fecundação e existem três tipos de ciclos para os organismos que se reproduzem sexuadamente.
No ciclo de vida diplonte, os cromossomas destas organizam-se em pares de cromossomas homologos, e assim, para cada característica existem pelo menos dois genes, estando cada um deles localizado num cromossomo homólogo (Diz-se que estas células possuem 2n). No caso da espécie humana, n corresponde a 23 cromossomos, pelo que as células somaticas possuem 2n, ou seja, 46 cromossomos. Quando ocorre a fecundação, os 23 cromossomos presentes no espermatoziode fundem-se com os 23 cromossomos presentes no óvulo, pelo que os 23 cromossomos do espermatozóide são homólogos aos 23 cromossomos do óvulo. Neste ciclo o meiose diz-se pré-gamética pois o gâmeta femenino e o masculino se fundem se fundem no momento da fecundaçâo para formar um ovo ou zigoto que dará origem a um embriâo, cujo desenvolvimento produzirá um novo ser da mesma espécie.
No ciclo de vida haplonte, os cromossomas desta apresentam-se sozinhos, únicos, sem "irmãos" idênticos, ou seja, não possuem par cromossômico. Em comparaçao com o ciclo de vida diplonte onde os cromossomas possuem 2n, no ciclo haplonte possuem apenas n e no caso da especie humana tem 23 cromossomas. Neste ciclo a meiose diz-se pós-zigótica pois nesta, ocorrera uma divisão reducional, passando a originar 4 células geneticamente diferentes, ao qual 3 delas se degeneram ficando apenas uma funcional. A formação dos gâmetas ocorrerá antes da fecundação.
No ciclo de vida haplodiplonte existe nitida alternância de fases nucleares e de gerações, pois a meiose e a fecundação estão separadas no tempo. A meiose designa-se pré-espórica pois a meiose ocorre na formação dos esporos. O zigoto, por mitoses sucessivas, origina uma entidade diplóide, onde se diferenciam células especiais que, por meiose, originam esporos.










Fig.1 - Fecundação

Conclusão
Durante a reprodução sexuada, ocorre no ciclo de vida de um ser vivo uma alternância de fases bnucleares, a haplofase e a diplofase. A haplofase está compreendida entre a meiose e o momento da fecundação e a diplofase entre a fecundação e o momento da meiose. O desenvolvimento da fase haplópide em ralação a fase diploide depende do momento em que ocorre a meiose que pode ser pós-zigótica, pré-gamética ou pré-espórica. Atendendo ao desenvolvimento relativo das duas fases nuc leares, os seres vivos podem ser classificados como seres diplontes, haplontes ou haplodiplontes.

Bibliografia
http://pt.wikipedia.org
http://disciplinex.wordpress.com/2008/12/01/ciclo-de-vida-haplonte/
http://curlygirl.no.sapo.pt/plantae.htm
Terra, Universo de vida - Biologia 11ºAno - Porto editora