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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

vulcanologia

Introdução

O vulcanismo é uma manifestação do geotermismo da Terra, onde se assiste a um conflito entre os quatro elementos que a constituem: fogo, ar, água e terra.

As suas diferenças a nível de temperatura e pressão facultam a ocorrência de reacções tanto no interior da Terra como à superfície.
Grande parte do vulcanismo está relacionado com a tectónica de placas, dado que, é nas zonas de fronteira entre placas que a instabilidade geológica é maior.

Objectivos

-Relacionar a natureza das lavas com o tipo de actividade vulcânica e formas vulcânicas
-Relacionar as manifestações vulcânicas do tipo explosivo com zonas de convergência de placas
-Relacionar as manifestações vulcânicas do tipo explosivo com zonas de rifte e zonas oceânicas intra-placa
- Relacionar a tectónica de placas com o vulcanismo destacando o caso dos Açores
- Reconhecer a ocorrência de grandes derrames lávicos ao longo dos tempos geológicos
- Reconhecer que a hipótese de alterações climáticas provocadas por erupções vulcânicas terão sido causa de extinções de espécies

Desenvolvimento


O vulcão


O vulcão é um aparelho natural que é composto por:

- câmara magmática (situa-se na base do cone vulcânico e é o reservatório do magma antes de ser expelido para o exterior)
- chaminé (canal por onde ascende o magma)
- cratera( situa-se na parte exterior da chaminé, é a abertura por onde são expulsos os produtos vulcânicos)
- cone vulcânico ( forma de relevo quase sempre cónica que resulta da acumulação de magmas)
- cone vulcânico adventício ( forma-se a partir de uma ramificação da chaminé e cresce nos flancos do cone princípal)

















Durante uma erupção vulcânica a ascensão do magma dá-se a partir da câmara magmática ou da bolsada magmática (quando a dimensão é menor) ao longo da chaminé vulcânica. A saída do

magma é feita através da cratera, a qual varia de forma, consoante o tipo de erupção, originando vulcões do tipo fissural e vulcões do tipo central, por onde são expelidos diversos tipos de materiais: lavas, produtos gasosos e piroclastos. A lava do vulcão, ao arrefecer, vai solidificar, formando colinas mais ou menos elevadas: cones vulcânicos.

Vulcanismo fissural:















- as erupções ocorrem ao longo de fracturas/fendas na superfície terrestre podendo atingir vários kms de comprimento

- não possui chaminé cilíndrica

- não possui cratera circular
- lavas básicas
- erupção continental origina extensos planaltos de lava basáltica
- erupção subaquática origina novos fundos oceânicos

Vulcanismo central:


- associado a vulcões do tipo cónico

- possui chaminé cilíndrica

- possui cratera circular central num cone mais
ou menos elevado

- a libertação de materiais ocorre numa zona restrita
- erupção origina cones vulcânicos
- característico das zonas continentais



Tipos de actividade vulcânica:

efusiva


- magma básico e fluido

- emissões de lava lentas e tranquilas (escoadas)

- Fácil libertação de gases

- cone vulcânico largo, de baixa altitude e constituido exclusivamente por lavas




explosiva

- magma muito àcido e viscoso, que solidifica no interior da chaminé


- reduzida emissão de lava

- forma frequentemente agulhas e cúpulas

- explosões muioto violetas devido à elevada pressão de gases no interior da chaminé

- libertação e projecção de consideráveis massas de materiais

- piroclastos podem formar-se a partir do desmoronamento do cone ou na solidificação da lava emitida

- formação de nuvem ardente constituida por finos materiais incandescentes e gases
-cone vulcânico alto e constituido por piroclastos





://www.boisestate.edu/history/ncasner/hy210/5.gif

mista




- alternância entre fases explosivas com fases efusivas

- fases explosivas pouco violentas com emissão de piroclastos

- fases efusivas emitem lavas fluidas
- cone vulcânico é misto (camadas alternadas de lava e piroclastos)





http://i160.photobucket.com/albums/t173/yopa_photos/vulc

Vulcões e tectónica de placas

A distribuição do vulcanismo mundial não é homogénea, permitindo identificar alguns alinhamentos principais:o anel de fogo do Pacífico, a dorsal médio-atlântica e o alinhamento do mar Mediterrâneo.





http://www.prof2000.pt/users/esf_cnat/map_tect_plac_vulcoes_mund_3.gif



As manifestações vulcânicas do círculo de fogo do Pacífico e as da zona mediterrânea estão relacionadas com zonas de subdução (limites convergentes das placas tectónicas) estando associado ao vulcanismo existente nas fossas oceânicas - vulcanismo de subducção. Nestas zonas, os vulcões apresentam um carácter mais ou menos explosivo. As zonas de subdução resultam do choque entre uma placa oceânica e uma placa continental.















Do choque entre duas placas oceânicas resulta a formação de ilhas vulcânicas.





http://www.cprm.gov.br/Aparados/imagens/p_09_midway.jpg



As manifestações vulcânicas do Oceano Atlântico e das dorsais do Oceano Índico e Pacífico estão relacionadas com as zonas de expansão da crosta terrestre (limites divergentes das placas tectónicas), locais de vulcanismo do tipo fissural, onde se dá a expansão dos fundos oceânicos e formação de algumas ilhas (Açores e Islândia).

http://domingos.home.sapo.pt/adivergent_ani.gif



Os fenómenos vulcânicos também podem ocorrer no interior das placas tectónicas originando vulcões intraplacas. A origem destes vulcões está associada aos pontos quentes. À medida que a placa litosférica se movimenta devido à expansão provocada junto das fronteiras divergentes, os pontos quentes, que mantém uma posição fixa no manto, originam à superfície, vulcões efusivos, de lava basáltica, que, com o passar do tempo, vão formando um alinhamento de vulcões.



http://domingos.home.sapo.pt/superf_vulcoes_2.gif





Actualmente, em Portugal, a zona de maior actividade vulcânica é o arquipélago dos Açores, que se localiza numa zona crucial, uma vez que aí convergem três placas (americana, africana e euroasiática) - ponto triplo dos Açores. Estas ilhas fazem parte da dorsal médio-atlântica, passando o rifte entre elas pelo que se pode dizer que estão a afastar-se.









http://casadotriangulo.com/paginas/colab_zild_ficheiros/image004.jpg



O perigo vulcânico

Existem cerca de 500 vulcões activos acima do mar. Morrem, em média, 500 pessoas por ano devido aos diversos perigos associados à actividade dos vulcões.

As nuvens ardentes, características das erupções explosivas constituem o aspecto mais destruidor da actividade vulcânica porque transportam uma mistura de gases e cinzas a temperaturas superiores a 300ºC, que se deslocam a velocidades de 500 km/h, aproximadamente, destruindo o que quer que seja à sua passagem.

Os riscos de vida ligados à actividade efusiva são menores, porque a velocidade a que as frentes das escoadas se deslocam permite, quase sempre a fuga das pessoas.

Os gases que acompanham as erupções vulcânicas podem tornar-se bastante perigosos, nomeadamente o dióxido de carbono, o dióxido de enxofre e os compostos de flúor. O primeiro, como é mais denso que o ar, pode fluir para zonas baixas e aí se concentrar tornando-se letal para os seres vivos. O segundo, pode desencadear poluição atmosférica e chuvas àcidas. Os compostos de flúor existentes nas cinzas vulcânicas, podem ser ingeridos pelos herbívoros, os quais se alimentam de plantas cobertas por essas particulas fatais.

As torrentes de lama vulcânica resultam da mistura de grandes quantidades de água em movimento com cinzas, originando um produto muito denso e causador de grande destruição.


O impacto ambiental do vulcanismo também influência o clima. Quando são lançadas para a atmosfera grandes quantidades de cinzas, a radiação solar é reduzida, baixando a temperatura. As colheitas são fortemente afectadas o que origina uma grande escassez de alimentos levando à extinção de espécies. Por esta razão, é que se admite que periodos da Terra em que se verificou uma intensa actividade vulcânica possam ter levado a arrefecimentos globais com fortes implicações biológicas, o que se traduziu na extinção de várias espécies.

Conclusões

O vulcanismo pode assumir aspectos de grande actividade caracterizando-se por erupções com emissão de gases, lava e piroclastos, ou então, apresentar manifestações atenuadas e discretas, como são exemplo as fumarolas ou as nascentes termais.

As erupções vulcânicas podem ser predominantemente efusivas ou assumir aspectos explosivos, podendo alguns vulcões manifestar os dois tipos de actividade durante a mesma erupção.

O tipo de erupção depende de vários factores, nomeadamente, da composição química do magma e da temperatura, condicionando a sua viscosidade.

Grande parte do vulcanismo está relacionado com a tectónica de placas, dado que é nas zonas de fronteira entre placas que a instabilidade geológica é maior. Mas, os fenómenos de vulcanismo também podem ocorrer no interior das placas - zonas tectónicamente estáveis. O tipo de erupção depende do tipo de limite de placas tectónicas definindo-se três tipos de vulcanismo princípal: de subdução, de vale de rifte e intraplaca.

Embora os vulcões representam uma ameaça para toda e qualquer espécie de ser vivo existente à face da Terra o Homem tem tentado lidar com o perigo que eles representam, aperfeiçoando as técnicas de previsão e prevenção das suas manifestações. Para além disso, também descobriu algumas razões para os considerar úteis, tais como: a génese de jazigos minerais, o enriquecimento dos solos para a agricultura ou o desenvolvimento do turismo.

Bibliografia

FERREIRA J. , FERREIRA M. (2007) - Planeta com Vida Geologia (Volume 1)

Carnaxide: Santillana Constância


SANTOS A., SANTOS M., SANTOS M. (2006) - Biologia e Geologia

Porto: Asa Editores, S.A.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

vulcanologia

Plano de trabalho


Vulcanologia


Introdução


- Conceitos básicos de vulcanologia

- Vulcões e tectónica de placas


Objectivos
- Relacionar a natureza das lavas com o tipo de actividade vulcânica e formas vulcânicas
-Reconhecer a ocorrência de grandes derrames lávicos ao longo dos tempos geológicos
-Reconhecer que a hipótese de alterações climáticas provocadas por erupções vulcânicas terão sido causa de extinções de espècies
- Relacionar as manifestações vulcânicas do tipo explosivo com zonas de convergência de placas
Relacionar as manifestações vulcânicas do tipo explosivo com zonas de rifte e zonas oceânicas intra-placa
- Relacionar a tectónica de placas com o vulcanismo destacando o caso dos Açores
Desenvolvimento
- Identificar as partes constituintes de um vulcão (cone principal, cone secundário ou adventício, cratera, chaminé vulcânica e caldeira)
- Identificar os diferentes tipos de actividade vulcânica (explosiva, efusiva e mista)
- Identificar os tipos de lava existentes ( lavas àcidas, intermédias e básicas)
- Diferenciar vulcanismo central de vulcanismo fissural
- Distinguir câmara magmática de bolsada magmática
- Definir o conceito de rocha encaixante
- Identificar os diferentes tipos de piroclastos (cinzas, lapilli/bagacina, bombas vulcânicas)
- Identificar os diferentes tipos de lavas (escoadas, lavas encordoadas (pahoehoe), escoriáceas (aa), em almofada (pillow-lavas)
- Distinguir agulha, domo ou cúpula e nuvem ardente
- Identificar os diferentes tipos de vulcanismo residual (nascentes termais, sulfataras, geiseres,fumarolas e mofetas)
Conclusão
Reconhecer que a actividade vulcânica está directamente ligada à geodinâmica interna da Terra, alterando-a, tanto a nível interior como à superfície.
Bibliografia
Ferreira J. e Ferreira M. (2007)- Planeta com vida. Santillana Constância
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

"O presente é a chave do passado"

Introdução

A Terra é um planeta que se mantém em constante mudança e a sua interpretação foi-se alterando ao longo dos tempos.


Entre os séculos XII e XVII a Humanidade idealizou que o Homem e a Terra teriam a mesma idade, dado que todos os acontecimentos relevantes, por serem recentes, se encontravam registados na Bíblia.
Entre os séculos XVIII e XIX surgiram várias teorias, sendo que as primeiras explicações geológicas eram fixistas, atribuindo as mudanças à existência da vontade do Criador, sendo a mais importante, o dilúvio, o que explicaria a presença de fósseis de animais marinhos em regiões continentais. Nesta linha de pensamento surge o catastrofismo, tal como o seu nome indica, explicava a ausência de um determinado fóssil nos estratos de uma série pela ocorrência de uma catástrofe (inundação, queda de meteoritos ou vulcões) que eliminava os seres vivos que aí viviam. A modificação das espécies fossilíferas numa sequência sedimentar era explicada pela ocorrência de catástrofes seguidas de um repovoamento de espécies vindas de regiões diferentes, ou então, originadas pelo Criador.Entre os catastrofistas,destacou-se George Cuvier, o qual teve o mérito de basear a sua interpretação em factos observados na Natureza, através da análise de dados paleontológicos, construíndo uma escala de tempo geológico baseando-se em episódios de extinção.
No final do século XVIII, James Hutton verificou que as mudanças que ele presenciava eram repetições de fenómenos que haviam ocorrido em tempos anteriores, afirmando que os processos geológicos do passado podiam ser explicados através dos processos geológicos actuais, enunciando-se o uniformitarismo. Hutton reconheceu que a Terra, como planeta antigo que era devia o seu aspecto a um somatório de pequenos, lentos e repetitivos fenómenos naturais cujos os efeitos se fariam notar ao longo de um periodo de tempo muito prolongado. Era o início da reavaliação do tempo geológico,a qual se prolongaria por todo o século XIX.
A partir do momento em que se estabaleceu a actual noção de tempo geológico, gerou-se uma conciliação entre ideias uniformitaristas e catastrofistas assumindo-se que a Terra, para além de se ir alterando através de processos lentos (praticamente imperceptíveis aos olhos do Homem), também tem sido afectada por ocorrências catastróficas sofrendo alterações profundas a nível global. Esta nova linha de pensamento designa-se por neocatastrofismo e é aquela que é actualmente aceite, a nível geológico.
No século XIX, Charles Lyell fundou, o que viria a ser considerado a base do raciocínio geológico, o Actualismo. A sua metodologia baseava-se no princípio das causas actuais, o qual é ainda hoje utilizado em Geologia. Esta teoria caracterizava-se pela uniformidade temporal dos processos geológicos, em que se pressupunha que o estudo dos fenómenos que ocorrem hoje são suficientes para explicar o passado da Terra, dado que as transformações do nosso planeta para além de serem muito semelhantes às actuais, também teriam ocorrido sempre com a mesma intensidade.

O mobilismo geológico

Durante o século XIX, alguns cientistas defendiam que, em tempos indos a Terra era um único continente (Pangeia) que flutuava no único oceano existente (Pantalassa) e, que mais tarde se fragmentou assumindo as posições que são hoje conhecidas.
Alfred Wegener foi um destes cientistas e em 1912 enunciou a Teoria da Deriva dos Continentes, a qual, mais tarde (década de 60), viria a servir de base à Teoria da Tectónica das Placas. Segundo Wegener, as massas continentais tinham uma baixa densidade e flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superficíe do planeta. Para apoiar a sua teoria Wegener baseou-se em vários tipos de argumentos, nomeadamente: argumentos morfológicos(demonstrando que a forma dos continentes africano e sul-africano encaixavam na perfeição), geológicos(apresentou semelhanças a nível litológico e estrutural entre os continentes africano e sul-africano, justificando que a presença de rochas com a mesma idade e as mesmas deformações provava que se tinham formado ao mesmo tempo e nas mesmas condições, o que só poderia ter sido possível se os continentes estivessem juntos), paleoclimático, paleogeográfico e paleontológicos(a presença do mesmo tipo de fósseis no continente africano e sul-africano justificava a deriva dos continentes, dado que os seres vivos que tinham originado esses fósseis deveriam ter vivido em conjunto sendo a separação dos continentes a justificação para o seu distânciamento).
A Teoria da Tectónica das Placas, implementada em meados do século XX, explica a origem da força que provocava a flutuação dos continentes sobre os oceanos baseando a sua interpretação dos fenómenos na dinâmica interna terrestre, relacionando-a com a origem e distribuição dos fenómenos sísmicos e vulcânicos.
Segundo esta teoria, a camada superficial da terra - a litosfera - é constituida por materiais mais rígidos do que a camada que lhe segue - astenosfera - que apresenta uma constituição plástica a qual, em intervalos de longos espaços de tempo, se comporta como um fluído. As diferenças de temperatura da astenosfera provocam os movimentos que originam a deslocação das placas tectónicas .


Placas Tectónicas e seus movimentos

O movimento das placas tectónicas pode desencadear uma forte actividade sísmica, originando
cadeias montanhosas, a movimentação dos continentes e a expansão dos fundos oceânicos.
As placas movem-se, umas em relação às outras, de três maneiras diferentes originando placas divergentes (afastam-se, por divergência, umas contra as outras), placas convergentes (afastam-se, por convergência, em direcções opostas) e falhas transformantes (em que as placas deslizam uma ao longo da outra), podem possuir crosta oceânica e crosta continental (como é o caso da placa africana ) ou unicamente abranger a crosta oceânica (como na placa do pacífico) e possuem zonas de união entre elas que se denominam por limites.
Os limites existentes entre as placas podem ser de três tipos: limites divergentes, limites convergentes e limites conservativos.
Nos limites divergentes dá-se o afastamento das placas tectónicas, como por exemplo, acontece no rifte do oceano Atlântico. Ao longo da fissura provocada pelas forças divergentes, dá-se a ascensão do magma basáltico originário do manto, que, ao atingir a superfície terrestre, arrefece e solidifica dando origem a uma nova litosfera. Este tipo de limite permite explicar a expansão dos fundos oceânicos associada ao vulcanísmo fissural,típico das dorsais médio-oceânicas, nas zonas de rifte.
Nos limites convergentes dá-se a convergência entre placas que ao colidirem, obriga a placa oceânica (mais densa) a mergulhar em profundidade (subdução) enquanto que a placa continental (por ser menos densa) flutua originando cadeias montanhosas (Andes). Se as duas placas que colidem forem ambas oceânicas, formam-se ilhas de origem vulcânica(ilhas Aleutas). Se as duas placas que colidirem forem ambas continentais, formam-se cadeias montanhosas que podem estar associadas a fenómenos vulcânicos (Himalaias, Alpes, Pirinéus). Este tipo de limite está associado a grandes sísmos, fenómenos de origem vulcânica, metamorfismo e deformação de rochas permitindo explicar a formação de ilhas e cadeias montanhosas, como por exemplo, sucedeu nas ilhas do Japão ou nos Himalaias.
Nos limites conservativos ocorre um deslizamento lateral de uma placa em relação à outra sem que haja destruição ou criação da litosfera. Este tipo de limite ocorre em falhas transformantes que cortam transversalmente as dorsais oceânicas, como acontece na falha de Santo André ou na falha Acores-Gibraltar.

"O presente é a chave do passado"

PLANO DE TRABALHO

Introdução

Breve comentário à dinâmica da Terra demonstrando que a mesma se encontra em constante mudança


Objectivos

Enunciar os princípios básicos do raciocínio geológico e como os mesmos foram reformulados ao longo do tempo
Como se desenvolveram várias teorias
Quais as teorias que serviram de base para o desenvolvimento e compreensão da geologia na actualidade
Demonstrar como a percepção a nível do tempo geológico e da mobilidade da superfície terrestre foi evoluindo, através da análise e reformulação de teorias baseadas na Natureza

Desenvolvimento

Princípios básicos do raciocínio geológico e sua evolução ao longo do tempo
Breve introdução aos conceitos: - catastrofismo - uiformitarismo - neocatrastofismo - actualismo geológico
Mobilismo geológico: - argumentos da deriva dos continentes - litosfera - astenosfera
As placas tectónicas e seus movimentos: - placas divergentes - placas convergentes - falhas transformantes
Limites entre placas: - limites destrutivos - limites construtivos - limites conservantes





Teorias

Catastrofismo - corrente de pensamento que defendia que as alterações que ocorriam no nosso planeta se deviam à ocorrência de grandes catástrofes naturais (dilúvio ), as quais, para além de provocarem a extinção da fauna e da flora existente, também explicariam a existência de fósseis de animais marinhos em zonas continentais. A estes períodos de extinção seguir-se-iam períodos de estabilidade em que uma nova flora e fauna voltariam a ocupar a superfície terrestre, originando uma nova era. O seu principal defensor foi Georges Cuvier (século XVIII )

Uniformitarismo - teoria que defendia que as causas das alterações geológicas actuais eram as mesmas que tinham originado fenómenos geológicos no passado (principio do actualismo ), uma vez que as leis naturais eram constantes no espaço e no tempo e a maior parte das mudanças geológicas eram lentas e graduais ( principio do gradualismo ). O uniformitarismo foi enunciado por James Hutton ( século XVIII ) e a sua metodologia - o princípio das causas actuais - para além de fazer parte da base do Actualismo é ainda hoje utilizado em Geologia.

Neocatastrofismo - corrente de pensamento em que existe uma mistura de ideias catastrofistas com ideias uniformitaristas, através da qual se pretendia explicar que a evolução do planeta Terra se devia não só à ocorrência de processos naturais lentos ( uniformitarismo ),como também à ocasional existência de fenómenos catastróficos provocando alterações profundas a nível geológico ( catastrofismo ). É nesta corrente que actualmente nos baseamos para a explicação das alterações da Terra.

Actualismo geológico - esta teoria defende que, as causas que no passado provocaram modificações na Terra, para além de serem semelhantes às actuais, também teriam ocorrido sempre com a mesma intensidade que se verificava e observava na actualidade. Esta teoria caracterizava-se pela uniformidade temporal dos processos geológicos e foi avidamente defendida por Charles Lyell ( século XIX )

Teoria da deriva dos continentes - segundo esta teoria, as massas continentais apresentavam uma baixa densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta. Esta teria foi enunciada por Alfred Wegener ( 1912 ) e serviu de base à teoria da tectónica de placas.

Teoria da tectónica das placas - nesta altura já se encontrava em vigor um novo pensamento científico, o evolucionismo (década de 60 do século XX), o qual retomou a teoria anteriormente enunciada por Wegener (teoria da deriva continental), reformulando-a e explicando qual a fonte energética do movimento das placas tectónicas admitindo que não são os continentes que se movimentam, mas sim as placas tectónicas ou litosféricas que contêm esses continentes. Esta teoria influenciou toda a Geologia moderna provando que a superfície da Terra é móvel.



Conclusões
Na História da Terra têm ocorrido grandes alterações tanto a nível geológico como biológico. Com os sucessivos aparecimentos de floras e faunas fósseis, tornou-se cada vez mais óbvio que a Terra teria muito mais tempo de vida do que o que se pensava. Os estudiosos da natureza tentaram interpretar e explicar estes fenómenos que modificavam a superfície terrestre de diferentes maneiras. Assim, surgiram vários tipos de teorias, algumas das quais serviram de base ao conhecimento científico que é actualmente aceite. Entre elas, sobressaiu a teoria da mobilidade dos continentes de Alfred Wegener. Embora tenha recebido fortes criticas da comunidade cientifica da época, veio-se a provar em meados do século XX, que a superfície da Terra era móvel através da teoria da tectónica das placas, dando-se uma revolução cientifica que influenciou toda a geologia moderna.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

"O presente é a chave do passado"

PLANO DE TRABALHO
Introdução
A superficie terrestre é bastante dinâmica. Como tal, está em constante transformação: os continentes mudam de posição e os oceanos formam-se e desaparecem.
A interpretação destas alterações foi influenciada consoante a época em que as várias teorias foram surgindo, embora todas elas pretendessem alcançar o mesmo objectivo: interpretar e explicar este mobilismo geológico.
Objectivos
  • Princípios básicos do raciocínio geológico e sua evolução ao longo do tempo
  • Breve introdução aos conceitos: - catastrofismo - uiformitarismo - neocatrastofismo - actualismo geológico
  • Mobilismo gelógico: - argumentos da deriva dos continentes - litosfera - astenosfera
  • As placas tectónicas e seus movimentos: - placas divergentes - placas convergentes - falhas transformantes
  • Limites entre placas: - limites destrutivos - limites construtivos - limites conservantes

Desenvolvimento

A Terra é um planeta que se mantém em constante mudança e a sua interpretação foi-se alterando ao longo dos tempos. Entre os séculos XII e XVII a Humanidade idealizou que o Homem e a Terra teriam a mesma idade, dado que todos os acontecimentos relevantes, por serem recentes, se encontravam registados na Bíblia. Entre os séculos XVIII e XIX surgiram várias teorias, sendo que as primeiras explicações geológicas eram fixistas, atribuindo as mudanças à existência da vontade do Criador, sendo a mais importante, o dilúvio, o que explicaria a presença de fósseis de animais marinhos em regiões continentais. Nesta linha de pensamento surge o catastrofismo, tal como o seu nome indica, explicava a ausência de um determinado fóssil nos estratos de uma série pela ocorrência de uma catástrofe (inundação, queda de meteoritos ou vulcões) que eliminava os seres vivos que aí viviam. A modificação das espécies fossilíferas numa sequência sedimentar era explicada pela ocorrência de catástrofes seguidas de um repovoamento de espécies vindas de regiões diferentes, ou então, originadas pelo Criador.Entre os catastrofistas,destacou-se George Cuvier, o qual teve o mérito de basear a sua interpretação em factos observados na Natureza, através da análise de dados paleontológicos, construíndo uma escala de tempo geológico baseando-se em episódios de extinção. No final do século XVIII, James Hutton verificou que as mudanças que ele presenciava eram repetições de fenómenos que haviam ocorrido em tempos anteriores, afirmando que os processos geológicos do passado podiam ser explicados através dos processos geológicos actuais, enunciando-se o uniformitarismo. Hutton reconheceu que a Terra, como planeta antigo que era devia o seu aspecto a um somatório de pequenos, lentos e repetitivos fenómenos naturais cujos os efeitos se fariam notar ao longo de um periodo de tempo muito prolongado.

Teorias

  • Catastrofismo - corrente de pensamento que defendia que as alterações que ocorriam no nosso planeta se deviam à ocorrência de grandes catástrofes naturais (dilúvio ), as quais, para além de provocarem a extinção da fauna e da flora existente, também explicariam a existência de fósseis de animais marinhos em zonas continentais. A estes periodos de extinção seguir-se-iam periodos de estabilidade em que uma nova flora e fauna voltariam a ocupar a superficie terrestre, originando uma nova era. O seu principal defensor foi Georges Cuvier (século XVIII )
  • Uniformitarismo - teoria que defendia que as causas das alterações geológicas actuais eram as mesmas que tinham originado fenómenos geológicos no passado (principio do actualismo ), uma vez que as leis naturais eram constantes no espaço e no tempo e a maior parte das mudanças geológicas eram lentas e graduais ( principio do gradualismo ). O uniformitarismo foi enunciado por James Hutton ( século XVIII ) e a sua metodologia - o principio das causas actuais - para além de fazer parte da base do Actualismo é ainda hoje utilizado em Geologia.
  • Neocatastrofismo - corrente de pensamento em que existe uma mistura de ideias catastrofistas com ideias uniformitaristas, através da qual se pretendia explicar que a evolução do planeta Terra se devia não só à ocorrência de processos naturais lentos ( uniformitarismo ),como também à ocasional existência de fenómenos catastróficos provocando alterações profundas a nível geológico ( catastrofismo ). É nesta corrente que actualmente nos baseamos para a explicação das alterações da Terra.
  • Actualismo geológico - esta teoria defende que, as causas que no passado provocaram modificações na Terra, para além de serem semelhantes às actuais, também teriam ocorrido sempre com a mesma intensidade que se verificava e observava na actualidade. Esta teoria caracterizava-se pela uniformidade temporal dos processos geológicos e foi avidamente defendida por Charles Lyell ( século XIX )
  • Teoria da deriva dos continentes - segundo esta teoria, as massas continentais apresentavam uma baixa densidade e, por esse motivo, flutuavam sobre as densas massas oceânicas, movimentando-se e alterando a superfície do planeta. Esta teria foi enunciada por Alfred Wegener ( 1912 ) e serviu de base à teoria da tectónica de placas.
  • Teoria da tectónica das placas - nesta altura já se encontrava em vigor um novo pensamento científico, o evolucionismo (década de 60 do século XX), o qual retomou a teoria anteriormente enunciada por Wegener (teoria da deriva continental), reformulando-a e explicando qual a fonte energética do movimento das placas tectónicas admitindo que não são os continentes que se movimentam, mas sim as placas tectónicas ou litosféricas que contêm esses continentes. Esta teoria influenciou toda a Geologia moderna provando que a superficie da Terra é móvel.

Conclusões

Na História da Terra têm ocorrido grandes alterações tanto a nível geológico como biológico. Com os sucessivos aparecimentos de floras e faunas fósseis, tornou-se cada vez mais óbvio que a Terra teria muito mais tempo de vida do que o que se pensava. Os estudiosos da natureza tentaram interpretar e explicar estes fenómenos que modificavam a superficie terrestre de diferentes maneiras. Assim, surgiram vários tipos de teorias, algumas das quais serviram de base ao conhecimento cientifico que é actualmente aceite. Entre elas, sobressaiu a teoria da mobilidade dos continentes de Alfred Wegener. Embora tenha recebido fortes criticas da comunidade cientifica da época, veio-se a provar em meados do século xx, que a superficie da Terra era móvel através da teoria da tectónica das placas, dando-se uma revolução cientifica que influenciou toda a geologia moderna.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

principios basicos do raciocinio geologico/o mobilismo geologico

Introdução
Tempos houve em que se pensava que o Homem e a Terra tinham uma história em comum mas, com o aparecimento de floras e faunas fósseis em várias zonas do globo, tornou-se cada vez mais óbvio que a Terra para além de ter muito mais tempo de vida do que o que se imaginava também havia sofrido alterações, evoluindo a nível biológico e geológico.